20 de mai. de 2010

O COMENTÁRIO DE FERNANDO ROCHA - OPINIÃO COM CREDIBILIDADE

Tchau paradinha
A maioria dos contrários e que agora batem palmas pela proibição da paradinha na cobrança de pênaltis, é adepta do futebol de resultados, sem inspiração, sem arte, sem o prazer do ofício bem feito.
Agora, à esta maioria, que normalmente não entrou na casa dos “enta”, portanto, não tem noção do que seja o futebol bem jogado, futebol-arte, espetáculo, vale esclarecer o seguinte: esta paradinha proibida pela Fifa não é a original, a do Rei Pelé, à qual sou plenamente favorável, que felizmente vai continuar  sendo permitida, praticada, desde que o batedor tenha habilidade e capacidade para tal.
Aos mais jovens, recomendo que assistam o filme “Pelé, eterno”, onde poderão ver em detalhes como é a paradinha original, aquela em que o jogador dá um breque no meio da corrida. E bate, quando  chega à linha da bola.
Fazer ou errar o gol depende de vários fatores, até mesmo um pouco de competência do goleiro, como já aconteceu muitas vezes até com o seu inventor, nada menos que o Rei Pelé.
Essa paradinha do Fred, Neymar, Tardelli, onde o jogador poderia ficar passando o pé sobre a bola, uma, duas, três vezes, antes de bater, era uma sacanagem contra os goleiros, que afinal não podem ao menos se mexer direito na hora da cobrança.
Penso que um mínimo de competência seja suficiente para que o jogador, numa cobrança de pênalti, possa fazer o gol, sem prescindir de expedientes excusos como essa paradinha, que vinha acontecendo indiscriminadamente no futebol brasileiro.     
  • Neste momento, quando você lê esta coluna, Adílson Batista ou Ricardo Gomes, já podem não ser mais os técnicos do Cruzeiro ou São Paulo, respectivamente. No Rio de Janeiro, anteontem pela manhã, Gaúcho dirigiu normalmente o treino do Vasco da Gama, mas à tarde já tinha outro em seu lugar, Celso Roth, comandando as atividades junto aos jogadores.  Este é um dos maiores problemas do futebol brasileiro, que se arrrasta há anos sem solução.
  • Walter Minhoca foi apresentado ontem como o mais novo “reforço”, com a responsabilidade de comandar o time do Ipatinga nos próximos jogos e tirá-lo da incômoda posição de lanterna da Série B. Resta saber como está físicamente, já que futebol nós sabemos que ele tem, embora sem o mesmo vigor de cinco anos atrás, quando foi um dos principais integrantes do grupo campeão estadual  comandado por Ney Franco.
  • Há uma enorme confusão quando o assunto é contratação no futebol brasileiro. Jovens repórteres costumam confundir as coisas e levam isso para os seus ouvintes ou leitores. Senão vejamos: de todos os nomes anunciados pelo Ipatinga, desde o início da Série B, apenas o Minhoca pode ser chamado de “reforço”.
  • Caros garotos, “reforço”, é aquele jogador que já fez algo de relevante na carreira, fora ou dentro do clube que o contratou, ou seja, que vai lhe acrescentar alguma coisa, aumentar a sua força. Não se deve chamar de “reforço” qualquer um perna de pau ou quem ainda não mostrou competência no ofício.
  • Ao saber que não estava nos planos do técnico Vanderlei Luxemburgo para o segundo semestre, Marques decidiu pendurar as chuteiras. Sai por cima, depois de ter contribuído em muito para a conquista do título estadual este ano, mas seu nome ficará marcado na história do clube por muitos outros feitos, numa linda história de amor com a torcida, que o tem na mais alta conta. Alguns ídolos atleticanos, que pisaram na bola com a torcida no final de suas carreiras, tiveram belas festas de despedida. Marques merece uma grande e apoteótica festa, do tamanho que foi o seu futebol, o seu exemplo de caráter, dignidade, que encantou e embalou os sonhos de uma geração da massa alvi-negra. ”Olê Marques! Olê Marques!”. (Fecha o pano!).
E-mail: bolaarea@yahoo.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário