Estudos realizados mostraram que 40% dos homens e 33% das mulheres com idade acima dos 35 anos já apresentaram, em algum momento da vida, dor lombar com irradiação para membros inferiores e dor ciática sugestiva de hérnia de disco. O qual foi constatado em 3,1% dos homens e 1,3% das mulheres.
O disco intervertebral é formado pelo núcleo pulposo, anel fibroso e pela cartilagem do plateau vertebral onde o disco se insere servindo de amortecedor entre os corpos vertebrais. O disco intervertebral está submetido a forças de compressão, cisalhamento, flexão, extensão e de rotação. Esses mecanismos se feitos de forma repetida desencadeiam a degeneração do núcleo pulposo que como conseqüência vai desidratando. A hérnia de disco lombar é quando acontece a ruptura do anel fibroso do disco intervertebral, permitindo ou não que aconteça a extrusão ou a protusão do núcleo pulposo. O deslocamento do núcleo pulposo está associado ao nível de dor lombar.
O termo “qualidade de vida” ainda não tem um consenso a respeito de seu conceito. Três aspectos fundamentais sobre qualidade de vida foram obtidos de diferentes culturas: Subjetividade, Multidimensionalidade e presença de dimensões positivas e negativas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que “qualidade de vida é a percepção do indivíduo da sua posição na vida, dentro do contexto cultural e dos valores em que ele vive, bem como em relação a seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”.
O tratamento da dor e disfunção lombar deve ser multidisciplinar, tendo como objetivo melhora do quadro álgico, promoção do bem-estar e da funcionalidade do individuo. A fisioterapia dispõe de recursos para o tratamento da dor e reabilitação destes pacientes.
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