A entrada no mercado dos carros flex em 2003 ampliou o poder de escolha do consumidor, permitindo que ele migrasse do álcool para a gasolina e vice-versa conforme um ou outro combustível ficasse mais vantajoso para o bolso. No entanto, mesmo com a crescente popularidade dos flex, que somente em abril representaram 88% das vendas totais de veículos, muitos motoristas ainda desconhecem quando devem optar pelo etanol e pela gasolina.
A resposta requer um cálculo bem simples, basta dividir o preço do álcool pelo da gasolina, subtrair o resultado da primeira operação de 1 e, em seguida, multiplicar por 100. Se o resultado final for maior do que 30%, compensa trocar o derivado de petróleo pelo de cana-de-açúcar. Se for menor do que 30%, vale a pena usar a gasolina.
Considerando o último levantamento mensal de preços realizado pela Ticket, em abril, o litro da gasolina custava R$ 2,59 no Vale do Aço, enquanto o do álcool sai R$ 1,89.
Usando a fórmula chega-se ao resultado – 0,27, sinal de que o consumidor ainda deve optar pela gasolina.
Esse cálculo, por sua vez, reflete a diferença de desempenho entre um combustível e outro. O álcool gasta mais para rodar a mesma distância que a gasolina. Em outras palavras, isso significa que um carro abastecido com etanol tem 30% menos autonomia. Daí o fato de o preço deste combustível ter de ser 30% mais barato que o da gasolina para ser vantajoso ao bolso.

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