8 de abr. de 2010

PF prende três em Timóteo

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (7), às 6h, a operação investigativa “Hygeia” (que em grego significa “Deusa da Saúde”), de nível nacional, que afetou o funcionamento da administração municipal de Timóteo e gerou grande rebuliço em toda a região. Enquanto agentes permaneciam na sede do poder Executivo, durante todo o dia, os funcionários de setores como os de Compras, Contabilidade e Recursos Humanos foram dispensados. Em busca de documentos referentes a contratos do município com a Oscip Idheas - Instituto de Desenvolvimento Humano, Econômico e Ação Social –, entidade convocada para gerenciar serviços de saúde e que também atuou na produção do último carnaval da cidade, os agentes percorreram, ainda, somente no prédio da Prefeitura, a Assessoria de Comunicação Social, Administração e Tesouraria. Eles tinham quatro mandados de prisão temporária e cinco mandados de busca e apreensão a cumprir. Três prisões foram realizadas. Um quarto procurado está foragido.

Os agentes da PF, em número de 15, se dividiram em cinco equipes em Timóteo. Além do poder público, três residências foram visitadas. Para não chamar a atenção, atuaram em carros comuns, além de não usarem os tradicionais coletes que geralmente os distinguem nesse tipo de ação. Eles também estiveram na sede da Idheas, na cidade, localizada na Rua José de Alencar, centro comercial do Bairro Funcionários. Mas o escritório estava fechado, como, aliás, já ocorria nos últimos dias. O organismo, com sede nacional no Mato Grosso, vinha sendo marcado sob pressão por líderes de blocos e escolas de samba envolvidos nas festividades do recente carnaval, que reclamavam falta de pagamentos no total de R$ 250 mil. Nos últimos dias, a presidente da Idheas, Maria Guimarães Bueno de Araújo, em notificação extrajudicial, ameaçou suspender os serviços ao município de Timóteo, alegando descumprimento de pagamentos e, por causa disso, impossibilidade de honrar dívidas contraídas em cima de suas previsões orçamentárias. Nenhum dos acordos da Idheas com a Prefeitura passou pela Câmara Municipal e os números oficiais ainda são desconhecidos. Requerimentos feitos por vereadores para prestação de contas do carnaval não foram atendidos. Esta negativa em prestar informações ao legislativo fez com que o líder do prefeito Geraldo Hilário (PDT), Marcílio Magalhães, deixasse a função nesta segunda-feira (5), declarando que a partir de agora vai primar por um mandato independente.

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