Na noite da última terça-feira (13), por volta de 19h30, morreu no Hospital Municipal de Ipatinga (HMI) a diarista Ana Batista Pinto, 35 anos, moradora do Bairro Vila Formosa, com suspeitas de meningite. De acordo com a família, ela foi levada para o HMI por volta das 8 horas do mesmo dia, após ter fortes dores de cabeça, tonteira e vômitos. “No Hospital, os médicos pediram somente um exame de sangue e a colocaram no soro, em um quarto isolado. O exame constatou que Ana estava com infecção no sangue, o que aumentou as suspeitas de meningite”, informou sua irmã, Laudicéia Batista Pinto.
A família narra que, uma semana antes, Ana já havia estado no Hospital. Porém, foi liberada logo em seguida. “No dia 3 de abril, terça-feira, Ana foi levada ao Hospital reclamando de fortes dores de ouvido, foi atendida e liberada”, afirma Laudicéia.
Uma das preocupações da família e dos amigos de Ana é que ainda não se sabe ao certo qual a causa do óbito. “O pessoal do IML falou para a família que ainda não conseguiram identificar a doença, mas que pelos sintomas é possível que seja mesmo meningite. A gente só quer saber o que aconteceu. Eu tenho uma sobrinha de nove anos que esteve em contato com a mãe dela e não foi mantida em vigilância nem nada”, queixa-se Laudicéia.
A meningite é uma doença de declaração obrigatória (DDO). Qualquer médico que diagnostique ou suspeite de um caso tem obrigação de notificar a Gerência Regional de Saúde, para tomar as medidas devidas. Os contatos íntimos da pessoa com meningite devem ser vigiados clinicamente durante dez dias, como afirma a Direção Geral da Saúde (DGS), no documento que prevê as normas de procedimento em relação às meningites: “Todos os contatos íntimos devem ficar sob cuidadosa vigilância, nos dez dias que se seguem à hospitalização do doente, para detectar sinais precoces de doença, compatíveis ou suspeitos de meningite meningocócica. Os contactos que apresentarem febre devem submeter-se, rapidamente, a uma avaliação médica”.
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