9 de abr. de 2010

Fifa exige, e selecionáveis terão de apresentar aval cardiológico

Serão 736 jogadores representando 32 seleções nacionais durante a Copa do Mundo de 2010, da África do Sul. Todos eles, entretanto, para poderem disputar os jogos, terão de estar aprovados em exames cardiológicos. É o que sinalizou a Fifa, durante congresso médico realizado no último mês. O alvo da entidade é evitar a repetição de tragédias como a ocorrida em 2003, com o camaronês Marc-Vivien Foé.

O atleta africano morreu após um mal súbito em duelo válido pela Copa das Confederações daquele ano. A partir dali, uma maior atenção foi desperta em federações e agremiações. “Eu apoio integralmente a iniciativa, pois a maioria dos casos de morte súbita é devido a arritmias que ocorrem em pacientes com alguma doença cardíaca que não havia sido previamente diagnosticada”, apontou Eduardo Saad, especialista em arritmia cardíaca e membro da Associação Brasileira de Cardiologia. “Muitas vezes os pacientes não têm nenhum sintoma importante ou não o atribui a um problema do coração. Isso é comum em atletas, os quais todos julgam que são saudáveis”, completou, ainda em entrevista ao Globoesporte.com.

As entidades representativas dos países participantes do Mundial-10 receberão formulários indicativos. Estes devem ser devolvidos com os resultados dos exames e com as assinaturas do atleta, médicos responsáveis e pelos presidentes das respectivas federações. Caso o requerimento apresente problemas, o jogador não poderá acompanhar as delegações à África do Sul. “Esses exames serão fundamentais para o tratamento ou exclusão dos jogadores que têm problemas sérios”, finalizou Saad.

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