9 de jun. de 2010

Começou a Copa do Mundo

 

jkfouri É o que você já sabe: as vuvuzelas são incrivelmente barulhentas — e de mau gosto.

O ruído é tamanho que os vidros duplos do hotel que impedem que se ouça o trânsito lá fora são incapazes de neutralizá-lo.

Mas a torcida sul-africana tomou as ruas para abraçar sua seleção no começo da tarde em Joburg e deu o sinal que faltava para que a região mais nobre da cidade entrasse em ritmo de Copa do Mundo.

E foi emocionante.

Um clima que não existia três dias antes de a Copa começar,o que intrigava os que não estão nem na primeira, nem na segunda, nem na terceira viagem.

Ao ouvir, por exemplo, a companheira Sandra Anemberg, que recém havia chegado à cidade, abrir sua participação num dos jornais da Globo, ainda na segunda-feira passada, dizer que “respirava-se Copa em cada esquina de Johannesburgo”, perguntei aos botões de minha camiseta, sem botões: “Por onde andou essa menina que eu até agora não vi nada disso?”.

Não a encontrei para perguntar, mas nem será mais preciso.

Porque, no mínimo, ela pressentiu o que se viveu hoje.

A cidade tomada pelo amarelo, as vuvuzelas em dó maior e negros e brancos na mesma empreitada, para levar confiança à seleção da casa.

Juntos estaremos, diz o hino sul-africano e diziam as faixas e cartazes espalhados pelo centro rico da cidade, que ainda viu o time sair em carro aberto, Carlos Alberto Parreira no meio, como se para se impregnar daquela energia toda, contagiante, comovente.

Momento alto, sem dúvida.

Inesquecível.

Se os Bafana Bafana assimilarem 10% do que estava no ar, segura a África do Sul.

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