Os candidatos deram início esta semana a mais uma frente de batalha em busca da vitória nas eleições extemporâneas do dia 30 de maio, só que, desta vez, no Judiciário.
O primeiro a protocolar o pedido de impugnação foi a coligação Ipatinga Unida e Forte, na tarde de quarta-feira (05), conforme informou o Cartório Eleitoral.
Em seu pedido, o PPS de Robson Gomes argumenta que Cecília Ferramenta, por ser esposa do ex-prefeito Chico Ferramenta - que teve o registro de candidatura indeferido em 2008 - não poderia concorrer às eleições extemporâneas do dia 30 de maio. Os advogados de Robson argumentam que a inelegibilidade de Chico Ferramenta alcançaria a deputada estadual, uma vez que se trata de "uma fraude para permitir que o próprio Chico Ferramenta burle seu impedimento e se candidate". "Verifica-se que o sr. Chico Ferramenta, mesmo tendo sua inelegibilidade declarada em todas as instâncias da Justiça, insiste em colocar a Justiça Eleitoral como a verdadeira culpada pela sua condição jurídica. E como se não bastasse, tenta perpetuar-se no poder, através, agora, de sua esposa Cecília Ferramenta", diz um trecho da ação judicial. A tese ainda não tem precedentes na Justiça Eleitoral, conforme reconhecem advogados da Coligação de Robson no pedido feito à Justiça.
A coligação de Robson também pede o indeferimento da candidatura de Cecília Ferramenta com base em reportagens publicadas pelo jornal "Estado de Minas", sobre o uso indevido de verba indenizatória que a Assembléia Legislativa de Minas Gerais destina aos parlamentares estaduais para o exercício do mandato.
A Coligação A Força do Povo, encabeçada por Cecília Ferramenta, disse que não iria se manifestar, porque ainda não foi notificada do pedido de impugnação da frente adversária.

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